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Rene Webster, Diretor-Geral de Reinstalação - MOBILITAS GROUP-Executive Relocations
Como estabelecer a sua empresa?

Para um jovem empresário francês que pretende iniciar um negócio, julgo que o melhor destino é África. Em primeiro lugar, a maioria dos países compreendidos entre o centro e o norte de África fala francês e, por isso, é fácil fazer negócios porque será necessário apenas falar francês e a língua nacional de cada país.
As pessoas acolhem bem os franceses porque são empreendedores e flexíveis. Sendo inglês a trabalhar para uma empresa francesa, frequentemente dizem-me "os ingleses planeiam como os franceses, isto é, fazemos as coisas"; é esse o espírito que é necessário ter quando se faz negócios em África.

É difícil, a corrupção é generalizada, é necessário estarmos conscientes desse facto; é necessário pensar em formas criativas de ultrapassar esse problema, porque não pretende pagar subornos, quer fazer negócios com lisura; no entanto, é uma economia sedenta de negócios, negócios em desenvolvimento.
A população do continente africano é muito jovem, com uma classe média em crescimento, por isso, é um local ideal para se investir; não há concorrência; assim, se conseguir chegar primeiro vai ser o líder de mercado.

A dificuldade com que um empresário se vai deparar na maioria dos países africanos, não todos mas quase, é a falta de pessoal com as necessárias competências e quem as tem exige salários muito altos; por isso, é algo que tem de ter presente.
Muitas empresas que se estabelecem em África trazem consigo expatriados que acabarão por formar a mão-de-obra local, para que possa, no prazo de 2 a 3 anos, assumir posições de gestão de nível intermédio e superior. Eventualmente, o maior obstáculo acabará por ser as competências técnicas.
Há um grande número de colaboradores ao nível da gestão, no entanto, pessoas com competências técnicas, engenheiros, oriundos da indústria das Tecnologias da Informação, são difíceis de encontrar em África.

No entanto, as pessoas estão sedentas de educação, pretendem aprender e, com frequência, não tiveram essa oportunidade. Todavia, a maioria das pessoas em África ficará surpreendida com os seus conhecimentos gerais e com a sua enorme vontade em aprender.
Tendo vivido no Quénia, um dos aspetos que mais me surpreenderam foi a forma como as pessoas estão dispostas a caminhar entre duas a três horas para ir para a escola e regressar a casa; o abandono escolar ou quando não se obtém uma licenciatura depois de concluída a escola é um problema para as famílias, independentemente de terem ou não dinheiro. As pessoas querem educação, mas o problema é quem nem todos os países podem garanti-la. No entanto, se a sua empresa estiver disposta a desenvolver as competências do seu efetivo será excecional.

Na qualidade de francês que pretende entrar no mercado africano, provavelmente, diria em países como Marrocos, talvez, Argélia, com a sua grande necessidade de empresas. Marrocos é um país agradável, é bonito e muito ocidentalizado; é fácil fazer negócios e os negócios estão em expansão.
É fácil penetrar em mercados onde se fala predominantemente francês e têm uma forma francesa de fazer negócios; por isso, a opção seria o norte de África, África ocidental, Nigéria: um excelente país, muito desenvolvimento, muitas oportunidades de negócio, as pessoas estão sedentas de que a economia cresça; Senegal, Costa do Marfim, Camarões, todos eles estão em desenvolvimento.

Se procura uma posição de expatriado sem problemas ou país para viver, diria a África do Sul, embora aqui a abertura de empresas esteja a ser cada vez mais difícil e fala-se inglês; por isso, pode ser um problema se não falar francês e inglês.
Além disso, na África do Sul há mais concorrência o torna tudo mais difícil se o seu negócio não for exclusivo; os países da África oriental, do norte e central estão sedentos de novas empresas.


Conteúdo do vídeo: Rene Webster, Diretor-Geral de Reinstalação - MOBILITAS GROUP-Executive Relocations
Como estabelecer a sua empresa?

Para um jovem empresário francês que pretende iniciar um negócio, julgo que o melhor destino é África. Em primeiro lugar, a maioria dos países compreendidos entre o centro e o norte de África fala francês e, por isso, é fácil fazer negócios porque será necessário apenas falar francês e a língua nacional de cada país.
As pessoas acolhem bem os franceses porque são empreendedores e flexíveis. Sendo inglês a trabalhar para uma empresa francesa, frequentemente dizem-me "os ingleses planeiam como os franceses, isto é, fazemos as coisas"; é esse o espírito que é necessário ter quando se faz negócios em África.

É difícil, a corrupção é generalizada, é necessário estarmos conscientes desse facto; é necessário pensar em formas criativas de ultrapassar esse problema, porque não pretende pagar subornos, quer fazer negócios com lisura; no entanto, é uma economia sedenta de negócios, negócios em desenvolvimento.
A população do continente africano é muito jovem, com uma classe média em crescimento, por isso, é um local ideal para se investir; não há concorrência; assim, se conseguir chegar primeiro vai ser o líder de mercado.

A dificuldade com que um empresário se vai deparar na maioria dos países africanos, não todos mas quase, é a falta de pessoal com as necessárias competências e quem as tem exige salários muito altos; por isso, é algo que tem de ter presente.
Muitas empresas que se estabelecem em África trazem consigo expatriados que acabarão por formar a mão-de-obra local, para que possa, no prazo de 2 a 3 anos, assumir posições de gestão de nível intermédio e superior. Eventualmente, o maior obstáculo acabará por ser as competências técnicas.
Há um grande número de colaboradores ao nível da gestão, no entanto, pessoas com competências técnicas, engenheiros, oriundos da indústria das Tecnologias da Informação, são difíceis de encontrar em África.

No entanto, as pessoas estão sedentas de educação, pretendem aprender e, com frequência, não tiveram essa oportunidade. Todavia, a maioria das pessoas em África ficará surpreendida com os seus conhecimentos gerais e com a sua enorme vontade em aprender.
Tendo vivido no Quénia, um dos aspetos que mais me surpreenderam foi a forma como as pessoas estão dispostas a caminhar entre duas a três horas para ir para a escola e regressar a casa; o abandono escolar ou quando não se obtém uma licenciatura depois de concluída a escola é um problema para as famílias, independentemente de terem ou não dinheiro. As pessoas querem educação, mas o problema é quem nem todos os países podem garanti-la. No entanto, se a sua empresa estiver disposta a desenvolver as competências do seu efetivo será excecional.

Na qualidade de francês que pretende entrar no mercado africano, provavelmente, diria em países como Marrocos, talvez, Argélia, com a sua grande necessidade de empresas. Marrocos é um país agradável, é bonito e muito ocidentalizado; é fácil fazer negócios e os negócios estão em expansão.
É fácil penetrar em mercados onde se fala predominantemente francês e têm uma forma francesa de fazer negócios; por isso, a opção seria o norte de África, África ocidental, Nigéria: um excelente país, muito desenvolvimento, muitas oportunidades de negócio, as pessoas estão sedentas de que a economia cresça; Senegal, Costa do Marfim, Camarões, todos eles estão em desenvolvimento.

Se procura uma posição de expatriado sem problemas ou país para viver, diria a África do Sul, embora aqui a abertura de empresas esteja a ser cada vez mais difícil e fala-se inglês; por isso, pode ser um problema se não falar francês e inglês.
Além disso, na África do Sul há mais concorrência o torna tudo mais difícil se o seu negócio não for exclusivo; os países da África oriental, do norte e central estão sedentos de novas empresas.

Palavras-chave relacionadas: criar um negócio, África, África do Norte, Oriente Médio, deslocalização, fazer negócios, corrupção, restos, novos negócios,

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