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A sua decisão está tomada, vai partir para viver na África lusófona… então esta emissão é feita para si. Graças aos nossos convidados, irá poder descobrir os atrativos dos dois principais países desta zona, mas como todas as moedas, tem o seu reverso, irá também poder antecipar os problemas com os quais será confrontado, tanto em Angola como em Moçambique…
Começos já esta emissão com uma agradável notícia quanto ao acolhimento que é reservado aos franceses nesta zona de África

Lydia Picoteiro Bettencourt
O acolhimento dos países africanos lusófonos é muito calorosos em relação ao franceses, pode-se dizer que eles são curiosos, curiosos por partilhar e curiosos por saber também o que se passa em França, e também de discutir e frequentemente transmitir um pouco do seu saber viver, bem como a sua cultura, porque a cultura lusófona é uma fonte particularmente agradável de riqueza e troca de experiências entre as pessoas e eu concluiria com uma palavra que não existe em francês e que chama a morabeza, é este saber viver, por exemplo, cabo-verdiano para discutir, transmitir a sua cultura ao estrangeiro, que ele seja francês ou de outra nacionalidade.

Por isso, um acolhimento caloroso mas, ainda sim, devem-se tomar certas precauções, nomeadamente em termos de segurança e, isto mais especificamente em Luanda em Angola

Didier Colignon
Que se passa com a segurança
Então, na questão da segurança, é preciso ter atenção a Luanda. Eu diria que há regras bastante simples, é preciso deslocar-se de automóvel, no início deslocar-se-á com um motorista porque não conhece a cidade, os comportamentos ao volante. É preciso evitar deslocar-se a pé, é a primeira coisa. Eu diria que entre as 8 h da manhã e as 5 h da tarde, ainda se pode fazê-lo no centro, depois, é preciso ter muita atenção, nomeadamente no eixo Luanda / Talatona onde há regularmente um bom número de engarrafamentos, pelo que ocorrem bastantes ataques, pelo que há uma tendência a haver uma certa violência que se passa mais na rua, tentam roubar-nos a carteira, o computador, os telemóveis, etc. pelo que é bastante musculado com armas de fogo, armas brancas, pelo que é bastante violento e, depois, a seguir, há também o risco de ataque e assaltos às residências, é por isso que a maior parte das residências são naquilo que se chama condomínio, com guardas e segurança, se, pelo contrário, não estiver num ambiente desses, há sempre meios de ter 2/3 guardas armados à frente da sua casa precisamente para dissuadir as pessoas que não sejam bem-intencionadas.

Em Moçambique, e mais particularmente em Maputo, os conselhos de prudência são igualmente recomendados pelo sítio do Ministério dos Negócios Estrangeiros pois os roubos à mão armada seriam aí frequentes, sobretudo quando se deambula a pé e isso sem ter retirado os objetos de valor que se pode ser connosco… mas, globalmente, exceção feita a algumas zonas como as províncias de Manica, Sofala e no sul das províncias da Zambézia e do Tete sob controlo do partido da oposição RENAMO, Moçambique será mais seguro que Angola.
Outro ponto negro em Angola, o custo de vida… qualificada como uma das cidades mais caras do mundo para se viver, estudos como aquele anual de Mercer, para viver em Luanda é necessário ter os meios

Didier Colignon
O custo de vida em Luanda
O custo de vida é extremamente elevado, penso que nas classificações que são feitas pela Mercer Luanda continua a par de Nova Iorque, Tóquio, Hong Kong pelo que custa bastante caro. É preciso contar, se quiser ter uma habitação com 2/3 quartos numa zona relativamente segura, é preciso contar com mais de 10 000$ por mês para a renda, a maior parte da alimentação é importada, por isso, é cara, é preciso mandá-la vir de avião ou por barco, agora há alternativas locais que, pela força das circunstâncias, se desenvolveram, mas ainda assim o custo de vida é caro porque estruturalmente há, por um lado, muito muito pouca produção local pelo que tudo é importante, houve num certo momento um enorme poder de compra pelo que os preços dispararam, agora está um pouco mais calmo, mas continua a ser ainda assim uma cidade muito cara, pelo que ela não será este ano a cidade mais cara do mundo, mas fará parte de uma das 10 cidades mais caras, sem sombra de dúvida.

É certo que a segurança e o custo de vida em Luanda revelam ser problemáticos, mas Angola e a sua capital reservam ainda algumas boas surpresas, como uma baía magnífica que favorece as atividades físicas, uma atividade noturna em conformidade e locais de surf ainda desconhecidos a uma quarentena de quilómetros e, ainda províncias muito belas com montanhas, cascatas, mar e deserto. E Moçambique não fica certamente atrás neste aspeto, bem pelo contrário, a sua beleza será mesmo qualificada de inaudita por certas agências de viagem, a este título, o sector turístico está a desenvolver aí de uma forma consolidada.

Se chegar a Angola com os seus filhos, várias soluções em matéria de ensino escolar estarão disponíveis para si

Didier Colignon
No que respeita ao ensino, há o ensino público angolano que não será necessariamente aquele que será procurado, mas como alternativa há o liceu francês, que é de muito bom nível, pois responde aos mesmos padrões da educação nacional, tem também a escola portuguesa, que também é de muito bom nível e, depois, tem os colégios privados que têm mais um ensino anglo-saxão, tem o colégio americano, tem outros colégios que ensinam para ter o diploma IB reconhecido em Inglaterra, pelo que há algumas alternativas, mas são alternativas que ficam relativamente caras, porque para fazer um ano lá temos que contar ainda sim com 15 a 25 000$ por criança para poder inscrever as suas crianças, fora as atividades extraescolares.

Em Moçambique, pode escolarizar os seus filhos no liceu francês Gustave Eiffel em Maputo, ou então no sector público o ensino-aprendizagem da língua francesa não parou de se desenvolver e depois da reforma do ensino secundário, que entrou em vigor em 2009, o francês é ensinado como opção a partir da 9.ª classe (equivalente à 3e em França).

Um último ponto a sublinhar… o relativo à saúde

Lydia Picoteiro Bettencourt
Em Angola encontramos igualmente problemas ao nível do sistema de saúde. Não vou falar da penúria de medicamentos, mas da ausência de certos medicamentos, um sistema de saúde ainda embrionário. Não esqueçamos que o país tem 42 anos, faz 42 anos que o país é independente, Moçambique viveu mais de 20 anos de guerra civil, pelo que são sectores que merecem ser desenvolvidos e porque não atrair investidores que desejem implantar laboratórios, fabricar medicamentos para permitir um melhor acesso dos angolanos aos angolanos que os podem pagar, e quando eles enfrentam uma penúria de medicamentos ou de cuidados, são obrigados a se ir tratar, a maior parte das vezes, a Portugal.

Dispõe agora do essencial a saber se se for instalar tanto em Moçambique como em Angola, mas não hesite, se desejar completar estas informações, a consultar os testemunhos dos nossos peritos e testemunhas na rubrica que lhes é dedicada.


Conteúdo do vídeo: A sua decisão está tomada, vai partir para viver na África lusófona… então esta emissão é feita para si. Graças aos nossos convidados, irá poder descobrir os atrativos dos dois principais países desta zona, mas como todas as moedas, tem o seu reverso, irá também poder antecipar os problemas com os quais será confrontado, tanto em Angola como em Moçambique…
Começos já esta emissão com uma agradável notícia quanto ao acolhimento que é reservado aos franceses nesta zona de África

Lydia Picoteiro Bettencourt
O acolhimento dos países africanos lusófonos é muito calorosos em relação ao franceses, pode-se dizer que eles são curiosos, curiosos por partilhar e curiosos por saber também o que se passa em França, e também de discutir e frequentemente transmitir um pouco do seu saber viver, bem como a sua cultura, porque a cultura lusófona é uma fonte particularmente agradável de riqueza e troca de experiências entre as pessoas e eu concluiria com uma palavra que não existe em francês e que chama a morabeza, é este saber viver, por exemplo, cabo-verdiano para discutir, transmitir a sua cultura ao estrangeiro, que ele seja francês ou de outra nacionalidade.

Por isso, um acolhimento caloroso mas, ainda sim, devem-se tomar certas precauções, nomeadamente em termos de segurança e, isto mais especificamente em Luanda em Angola

Didier Colignon
Que se passa com a segurança
Então, na questão da segurança, é preciso ter atenção a Luanda. Eu diria que há regras bastante simples, é preciso deslocar-se de automóvel, no início deslocar-se-á com um motorista porque não conhece a cidade, os comportamentos ao volante. É preciso evitar deslocar-se a pé, é a primeira coisa. Eu diria que entre as 8 h da manhã e as 5 h da tarde, ainda se pode fazê-lo no centro, depois, é preciso ter muita atenção, nomeadamente no eixo Luanda / Talatona onde há regularmente um bom número de engarrafamentos, pelo que ocorrem bastantes ataques, pelo que há uma tendência a haver uma certa violência que se passa mais na rua, tentam roubar-nos a carteira, o computador, os telemóveis, etc. pelo que é bastante musculado com armas de fogo, armas brancas, pelo que é bastante violento e, depois, a seguir, há também o risco de ataque e assaltos às residências, é por isso que a maior parte das residências são naquilo que se chama condomínio, com guardas e segurança, se, pelo contrário, não estiver num ambiente desses, há sempre meios de ter 2/3 guardas armados à frente da sua casa precisamente para dissuadir as pessoas que não sejam bem-intencionadas.

Em Moçambique, e mais particularmente em Maputo, os conselhos de prudência são igualmente recomendados pelo sítio do Ministério dos Negócios Estrangeiros pois os roubos à mão armada seriam aí frequentes, sobretudo quando se deambula a pé e isso sem ter retirado os objetos de valor que se pode ser connosco… mas, globalmente, exceção feita a algumas zonas como as províncias de Manica, Sofala e no sul das províncias da Zambézia e do Tete sob controlo do partido da oposição RENAMO, Moçambique será mais seguro que Angola.
Outro ponto negro em Angola, o custo de vida… qualificada como uma das cidades mais caras do mundo para se viver, estudos como aquele anual de Mercer, para viver em Luanda é necessário ter os meios

Didier Colignon
O custo de vida em Luanda
O custo de vida é extremamente elevado, penso que nas classificações que são feitas pela Mercer Luanda continua a par de Nova Iorque, Tóquio, Hong Kong pelo que custa bastante caro. É preciso contar, se quiser ter uma habitação com 2/3 quartos numa zona relativamente segura, é preciso contar com mais de 10 000$ por mês para a renda, a maior parte da alimentação é importada, por isso, é cara, é preciso mandá-la vir de avião ou por barco, agora há alternativas locais que, pela força das circunstâncias, se desenvolveram, mas ainda assim o custo de vida é caro porque estruturalmente há, por um lado, muito muito pouca produção local pelo que tudo é importante, houve num certo momento um enorme poder de compra pelo que os preços dispararam, agora está um pouco mais calmo, mas continua a ser ainda assim uma cidade muito cara, pelo que ela não será este ano a cidade mais cara do mundo, mas fará parte de uma das 10 cidades mais caras, sem sombra de dúvida.

É certo que a segurança e o custo de vida em Luanda revelam ser problemáticos, mas Angola e a sua capital reservam ainda algumas boas surpresas, como uma baía magnífica que favorece as atividades físicas, uma atividade noturna em conformidade e locais de surf ainda desconhecidos a uma quarentena de quilómetros e, ainda províncias muito belas com montanhas, cascatas, mar e deserto. E Moçambique não fica certamente atrás neste aspeto, bem pelo contrário, a sua beleza será mesmo qualificada de inaudita por certas agências de viagem, a este título, o sector turístico está a desenvolver aí de uma forma consolidada.

Se chegar a Angola com os seus filhos, várias soluções em matéria de ensino escolar estarão disponíveis para si

Didier Colignon
No que respeita ao ensino, há o ensino público angolano que não será necessariamente aquele que será procurado, mas como alternativa há o liceu francês, que é de muito bom nível, pois responde aos mesmos padrões da educação nacional, tem também a escola portuguesa, que também é de muito bom nível e, depois, tem os colégios privados que têm mais um ensino anglo-saxão, tem o colégio americano, tem outros colégios que ensinam para ter o diploma IB reconhecido em Inglaterra, pelo que há algumas alternativas, mas são alternativas que ficam relativamente caras, porque para fazer um ano lá temos que contar ainda sim com 15 a 25 000$ por criança para poder inscrever as suas crianças, fora as atividades extraescolares.

Em Moçambique, pode escolarizar os seus filhos no liceu francês Gustave Eiffel em Maputo, ou então no sector público o ensino-aprendizagem da língua francesa não parou de se desenvolver e depois da reforma do ensino secundário, que entrou em vigor em 2009, o francês é ensinado como opção a partir da 9.ª classe (equivalente à 3e em França).

Um último ponto a sublinhar… o relativo à saúde

Lydia Picoteiro Bettencourt
Em Angola encontramos igualmente problemas ao nível do sistema de saúde. Não vou falar da penúria de medicamentos, mas da ausência de certos medicamentos, um sistema de saúde ainda embrionário. Não esqueçamos que o país tem 42 anos, faz 42 anos que o país é independente, Moçambique viveu mais de 20 anos de guerra civil, pelo que são sectores que merecem ser desenvolvidos e porque não atrair investidores que desejem implantar laboratórios, fabricar medicamentos para permitir um melhor acesso dos angolanos aos angolanos que os podem pagar, e quando eles enfrentam uma penúria de medicamentos ou de cuidados, são obrigados a se ir tratar, a maior parte das vezes, a Portugal.

Dispõe agora do essencial a saber se se for instalar tanto em Moçambique como em Angola, mas não hesite, se desejar completar estas informações, a consultar os testemunhos dos nossos peritos e testemunhas na rubrica que lhes é dedicada.


Palavras-chave relacionadas: vida diária,África,África Lusófona,segurança,Angola,Moçambique,Luanda

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